| Região Hidrográfica do Parnaíba | |
![]() |
A Região Hidrográfica do Parnaíba é hidrologicamente a segunda mais importante da Região Nordeste do Brasil, após a bacia do rio São Francisco. Essa região hidrográfica é a mais extensa, dentre as vinte e cinco bacias da Vertente Nordeste. A Região ocupa uma área de 344.112 km2 (3,9% do território nacional) e drena quase a totalidade do estado do Piauí (99%), parte do Maranhão (19%) e Ceará (10%). O rio Parnaíba possui aproximadamente 1.400 Km de extensão e a maioria dos afluentes localizados à jusante de Teresina são perenes e supridos por águas pluviais e subterrâneas. |
|
A vazão média na Região Hidrográfica do Parnaíba é muito pequena em relação ao total nacional (0,5%). A disponibilidade hídrica média por habitante corresponde a 20% da disponibilidade média nacional. A água subterrânea representa a principal fonte de abastecimento da população do estado do Piauí. Na região semi-árida, em que muitos rios são intermitentes, ela é a única alternativa. Estima-se que mais de 80 % das cidades do estado usam água de poços. Esta região encontra-se em área de transição, podendo-se encontrar a seguinte distribuição da vegetação: no sentido norte-sul a vegetação Litorânea – Caatinga e no sentido leste-oeste a Caatinga, Floresta Úmida e Semi-úmida na porção oriental e Floresta Tropical Úmida na porção ocidental. A maior parte desse território, no entanto, encontra-se na região do semi-árida, com predomínio da Caatinga. São reconhecidos 12 tipos diferentes de Caatingas, que podem explicar a grande diversidade de espécies vegetais, muitas das quais endêmicas ao bioma. Estima-se que pelo menos 932 espécies já foram registradas para a região, sendo 380 endêmicas. Endemismos são também encontrados em outros níveis taxonômicos, pois 20 gêneros de plantas são apenas conhecidos na Caatinga. Em grande parte da região hidrográfica prevalece um ambiente econômico considerado estagnado e elevado índice de pobreza, associados a um quadro demográfico de baixa evolução populacional e elevada proporção de população rural (40%), relativamente à média nacional que é de 18,2%. O setor terciário é o mais expressivo, sendo que pelo menos 60% da população economicamente ativa encontra-se no setor informal da economia. Em relação ao setor primário, a estrutura produtiva regional se baseia na agricultura de subsistência e na rizicultura cultivada em áreas alagáveis. O modelo de produção agrícola de baixa produtividade tem passado por um longo período de depressão econômica, agravado em grande medida pelas condicionantes climáticas. A demanda de irrigação representa 64% do total da região, a área irrigada estimada corresponde a 1% da área irrigada do País. A utilização média de água por hectare é superior à média nacional e pode ser parcialmente atribuída à elevada evapotranspiração existente na região, mas se deve também ao emprego de métodos de baixa eficiência como a irrigação por inundação praticada na área litorânea e do baixo rio Parnaíba onde existe boa disponibilidade hídrica. As demandas rural e urbana correspondem respectivamente a 12% e 13 % do total. A demanda para dessedentação animal representa 10% do total e o uso industrial responde por 1%. |
|